Wednesday, May 09, 2007

O CD de Nhonhó Hopffer Almada

02-01-07

Frederido Hopffer Almada deve orgulhar-se de Nhônhô: o seu primeiro “CD” revela uma voz sensual e ausência de monotonia. Por Otilia Leitão

Foi visível, em Lisboa, a alegria de Nhônhô Hopffer pelo seu primeiro álbum discográfico, a apresentar em Janeiro -“Nhara de Santiago” - , a mesma satisfação que o arquitecto Frederico Hopffer Almada, perante a minha curiosidade, me fala de obra feita: o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o da Caixa Económica... o BCA, o projecto da Caixa Económica, tantas casas...e até os desenhos que em jovem fazia na Assomada para multiplicar os cartazes cinéfilos que eram uma raridade... e depois há ainda a rebeldia dos tempos de estudante na Roménia.

“Gostava que ouvisse o meu disco!”, insistia, perante a minha frustração pela nega que recebi da recepcionista do Hotel onde o procurei, sem o conhecer, mas identificando-o instantaneamente, tais as semelhanças familiares que me ocorreram à memória e a acentuação do sotaque crioulo de Santiago!

«E se fóssemos ouvir o disco num café... num bar..?», insistiu. Mas, os sitios possíveis estavam fechados nesta manhã lisboeta, a parecer que os seus habitantes estão numa ressaca letárgica do Natal até ao acordar do novo ano 2007.

Frederico Hopffer Almada, o arquitecto, fala-me do Nhônhô, o outro, que não é mais de que uma faceta de um mesmo indivíduo que não esconde a paixão pelo seu país, Cabo Verde, a sua ilha, Santiago, a sua terra de berço, Santa Catarina, e que gosta sobretudo da sua família e dos amigos. O próximo trabalho, confidenciou-me, “será em honra de Frederika Santa Maria, a minha filha mais nova”.

“Nhara de Santiago” é o nome da sua filha mais velha, de oito anos, sobre a qual o compositor e músico Mário Lúcio compôs uma letra aquando do seu nascimento. Além deste poema inédito, o álbum reúne outras onze composições de autores conceituados, como Zezé di nha Reinada, Sema Lopi, Kim di Santiago, Kaká Barbosa, Antero Simas, B.Leza, Nhelas Spencer, Antero Simões, Kim di Santiago, Betú.

Produzido nos estúdios cabo-verdianos de Kim Alves com a colaboração de muitos músicos enumerados na capa do CD, a obra já começou a suscitar curiosidade nos meios de comunicação social portugueses.

De regresso a casa, ouvi o disco que Frederico me oferecera... Fiz cinco quilómetros num ápice, embalada pelas mornas de Nhônhô, que me fizeram lembrar Ildo Lobo. Certamente que este excepcional músico que foi seu amigo e que com ele cantou pela última vez, numa gala por S. Tomé e Príncipe, ficaria surpreendido se o pudesse ouvir...

Pois claro! Compreendo agora a sua alegria. Frederico Hopffer Almada pode orgulhar-se de obra feita! Agora também com “Nhara de Santiago” mais um passo da realização humana.

Por Otília Leitão



Foi visível, em Lisboa, a alegria de Nhônhô Hopffer pelo seu primeiro álbum discográfico, a apresentar em Janeiro -“Nhara de Santiago” - , a mesma satisfação que o arquitecto Frederico Hopffer Almada, perante a minha curiosidade, me fala de obra feita: o edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o da Caixa Económica... o BCA, o projecto da Caixa Económica, tantas casas...e até os desenhos que em jovem fazia na Assomada para multiplicar os cartazes cinéfilos que eram uma raridade... e depois há ainda a rebeldia dos tempos de estudante na Roménia.

“Gostava que ouvisse o meu disco!”, insistia, perante a minha frustração pela nega que recebi da recepcionista do Hotel onde o procurei, sem o conhecer, mas identificando-o instantaneamente, tais as semelhanças familiares que me ocorreram à memória e a acentuação do sotaque crioulo de Santiago!

«E se fóssemos ouvir o disco num café... num bar..?», insistiu. Mas, os sitios possíveis estavam fechados nesta manhã lisboeta, a parecer que os seus habitantes estão numa ressaca letárgica do Natal até ao acordar do novo ano 2007.

Frederico Hopffer Almada, o arquitecto, fala-me do Nhônhô, o outro, que não é mais de que uma faceta de um mesmo indivíduo que não esconde a paixão pelo seu país, Cabo Verde, a sua ilha, Santiago, a sua terra de berço, Santa Catarina, e que gosta sobretudo da sua família e dos amigos. O próximo trabalho, confidenciou-me, “será em honra de Frederika Santa Maria, a minha filha mais nova”.

“Nhara de Santiago” é o nome da sua filha mais velha, de oito anos, sobre a qual o compositor e músico Mário Lúcio compôs uma letra aquando do seu nascimento. Além deste poema inédito, o álbum reúne outras onze composições de autores conceituados, como Zezé di nha Reinada, Sema Lopi, Kim di Santiago, Kaká Barbosa, Antero Simas, B.Leza, Nhelas Spencer, Antero Simões, Kim di Santiago, Betú.

Produzido nos estúdios cabo-verdianos de Kim Alves com a colaboração de muitos músicos enumerados na capa do CD, a obra já começou a suscitar curiosidade nos meios de comunicação social portugueses.

De regresso a casa, ouvi o disco que Frederico me oferecera... Fiz cinco quilómetros num ápice, embalada pelas mornas de Nhônhô, que me fizeram lembrar Ildo Lobo. Certamente que este excepcional músico que foi seu amigo e que com ele cantou pela última vez, numa gala por S. Tomé e Príncipe, ficaria surpreendido se o pudesse ouvir...

Pois claro! Compreendo agora a sua alegria. Frederico Hopffer Almada pode orgulhar-se de obra feita! Agora também com “Nhara de Santiago” mais um passo da realização humana.

Por Otília Leitão

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